Vírus em celular: Como se proteger

Vírus em celular: Como se proteger

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Em 2004, foi descoberto o primeiro vírus para celular. Seu nome era Cabir. Suas capacidades de infecção parecem bastante modestas (e inocentes) comparado aos males que os aparelhos de hoje enfrentam.

Segundo uma reportagem publicada na época, "quando o arquivo infectado é iniciado, a tela do celular exibe a palavra "Caribe". "Toda vez que o celular é ligado, o worm é iniciado e verifica a área para tentar infectar outros telefones, enviando uma cópia de si mesmo para qualquer um que encontrar". O Cabir usava o bluetooth para chegar a outros aparelhos. Foi considerado inofensivo, mas serviu para alertar os especialistas a respeito dos riscos dos vírus de celular.

Desde então, os aparelhos evoluíram muito, o mundo passou a usar smartphones e, claro, o número de vírus e malwares não parou de crescer. De acordo com uma pesquisa divulgada no ano passado, durante um curto período de 2016 houve um crescimento de 400% no número de aparelhos infectados.

É preciso estar mais atento do que nunca aos vírus de celular. A grande maioria dos aparelhos afetados por esses males roda Android (68,5%); em segundo lugar vem Windows (27,96%), seguido do iOS (3,54%).

Para saber quais são os principais tipos de vírus e como se proteger, veja as recomendações abaixo:

 

Proteja o bolso

Um dos alvos preferidos dos hackers são os aplicativos de bancos. Para enganar os usuários, os cibercriminosos têm criado estratégias cada vez mais complexas. Por exemplo, existem vírus de celular que conseguem "ficar por cima" da tela do app do seu banco e roubar seus dados. A velocidade das novidades é tão alta que fica difícil acompanhar e monitorar a atividade desses malwares. Com a popularização das chamadas "carteiras virtuais", serviços de pagamento embutidos aos sistemas dos aparelhos, a tendência é que os vírus se espalhem e atinjam cada vez mais usuários.

 

Sequestrando o smartphone

O chamado ransomware (programa malicioso que trava um dispositivo mediante o pagamento de um resgate) chegou também ao mundo do mobile. Segundo um estudo, o número de pessoas atingidas por esse tipo de vírus de celular foi cinco vezes maior do que em verificações anteriores. A lógica é tão simples quanto perversa: o hacker bloqueia o aparelho do usuário e só o libera depois de sua vítima pagar por isso. Os valores exigidos chegam a variar entre R$ 45 e R$ 500.

 

Celulares transformados em zumbis

Também é possível usar os aparelhos infectados para espalhar os vírus a outros aparelhos sem que os donos percebam. Ou, ainda, para inscrever o número da vítima em serviços pagos que dão dinheiro aos criminosos. Geralmente, demora bastante tempo até que o usuário perceba o que está acontecendo. Os hackers lucram porque conseguem infectar milhares (ou até milhões) de pessoas ao mesmo tempo, o que gera uma grande quantidade de fundos.

 

Sempre desconfie

Essa é uma triste verdade, que vem sendo reafirmada com frequência no mundo mobile. Antes, era possível confiar plenamente nas chamadas app stores, catálogos de aplicativos, jogos e programas mantido por cada sistema operacional. Mas alguns casos nos últimos anos mostraram que nem elas estão a salvo. Aplicativos disfarçados conseguiram enganar milhares de pessoas e espalhar vírus de celular.

Existem alguns métodos já conhecidos. Um deles é criar um app que imita outro, popular, para atrair os desavisados e invadir o aparelho. Outra é usar aplicativos legítimos para fisgar novas vítimas, burlando os sistemas dos aparelhos. Embora seja impossível se proteger completamente dessas ameaças, é sempre recomendável ficar de olho antes de instalar qualquer coisa nova em seus aparelhos.

 

Faça backup de todos os dados

Um velho e bom conselho é usar algum método que salve as informações importantes do seu aparelho em um serviço de nuvem. Isso está cada vez mais fácil hoje em dia - alguns sistemas realizam a tarefa de maneira automática. Por isso, vale relembrar que backups são essenciais. Assim, você não vira um potencial refém caso seja vítima de um ransomware e não corre o risco de perder informações importantes (tanto da vida pessoal quanto da profissional) se algum malware comprometer seriamente o funcionamento do seu smartphone.

 

Mantenha o aparelho atualizado

Empresas de tecnologia, de software, fabricantes de celular, criadores de sistemas operacionais, empresas de segurança - existe um mundo de pessoas de olho em possíveis ameaças. Mesmo assim, sempre acaba aparecendo uma (má) novidade que explora alguma falha desconhecida ou cria um jeito inovador de driblar as soluções de segurança já desenvolvidas. Por isso, sempre mantenha seu sistema, os softwares e os aplicativos atualizados. Isso inclui, claro, os firmwares.

É essencial fazer isso porque, não raro, essas atualizações incluem algum conserto em uma falha de sistema que pode ser explorado por um vírus de celular. O melhor é fazer com que tudo seja atualizado automaticamente, assim você não precisa nem pensar no assunto e terá acesso às atualizações de segurança mais recentes assim que elas estiverem disponíveis.

 

Proteja-se contra os vírus no celular

Uma grande parte dos usuários de computador hoje entende que é preciso ter um bom sistema antivírus em suas máquinas para evitar invasões e infecções. Mas quem usa e tem smartphones ainda não está convencido disso. Não importa qual seja seu sistema operacional, o ideal é que você tenha um bom sistema de segurança instalado. Ele ajuda a prevenir potenciais problemas e vai evitar muitas dores de cabeça no futuro. Os hackers estão cada vez mais dedicados a criar malwares e vírus de celular. Quanto mais você investir em sua proteção, melhor.

 

Preste atenção

Existem algumas maneiras de saber se seu smartphone está infectado com algum tipo de vírus de celular ou malware. Um dos principais é se ele começa a fazer coisas que não costuma fazer. Por exemplo, se aplicativos que você não lembra ter instalado começa a aparecer na sua lista de apps.

Outro sinal é a lentidão: de um dia para o outro, seu aparelho não é mais o mesmo, apesar de ser novo ou relativamente novo. Faça uma varredura com um antivírus para ter certeza de que a lerdeza do seu sistema não está sendo causada por algum programa malicioso. Se a bateria começa a se descarregar muito rapidamente, pode ser sinal de que há algo errado.

Preste atenção também à quantidade de dados consumidos. Malwares e vírus de celular costumam trocar muitas informações usando seu aparelho, mas você pode acabar não percebendo. Por último, se começarem a pipocar anúncios estranhos, em aplicativos e locais onde antes eles não existiam, certifique-se de que seu aparelho não está infectado.

   

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